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Um olhar artístico para a moda

20/06/2013

Se nos fixamos nos desfiles-espetáculo das grandes marcas, nacionais e internacionais, o estilista faz sua aparição uns poucos segundos no “carrossel” (a conhecida volta depois das modelos) o que já anuncia o final do evento. Tudo isso, normalmente em 15 ou 20 minutos, no máximo e, ocasionalmente um pouco mais. Para as pessoas que estão acostumadas a assistir aos desfiles como aquele evento – e cada vez mais – quase intangível, onde as modelos realizam o passe e a figura do criador, o estilista, aparece a saudar os convidados ao final, nada demais, o básico. Já um desfile ao estilo Maison petit comité, como os realizados em antigas casas que produziam trajes especiais, as modelos passavam diante dos clientes, com o criador presente, exibindo os detalhes que pontuavam um trabalho elaborado durante meses, chegando até um ano ou mais, com um seleto grupo de profissionais envolvidos. Apesar de serem duas referências importantes, os estilos são opostos. Justapondo as ideias do “desfile-espetáculo”, dimensionado ao estilo petit comité, no sentido de conferir um ar intimista ao evento, acercando ainda mais o público das “bases da criação”, veio a decisão fazer uma exposição com algumas imagens e elementos do working progress. E ainda que não se pretendesse romper por completo o “mistério das aparições”, muitas vezes tão necessário em eventos onde criador e criatura são de certa forma, “efêmeros” – porém nunca a criação (o ato criador) – nutri o desejo realizar um desfile e posteriormente uma exposição referente ao processo criativo.

Sempre admirei a beleza das iluminuras dos livros antigos. Por um momento pensei em transformar esses desenhos decorativos que emolduram os escritos em linguagem têxtil. Mas o sonho de realizar e a realização em si resultariam um processo mais demorado que o normal para a criação e, sobretudo, para produção de uma coleção.

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Assim mesmo comecei as pesquisas. No princípio, como costumo fazer, tentando buscar uma “soltura” com os “elementos”, depois de alguns “rabiscos”, surgiu uma idéia, uma imagem (a velha imagem do livro aberto contando uma história) e ao mesmo tempo brincando com a silhueta medieval, delgada, assexuada, teocêntrica, típica figura dos personagens das iluminuras medievais – com um dos meus croquis antigos – que logo serviu para o projeto gráfico do evento. Esse momento “onírico”, do papel, do croquis, quando a percepção (o real) ainda não chega a dominar o sonho, é fantástico! Lançamento de coleção: Códice – Hotel Rey Juan Carlos I – Moon Garden – desfile e exposição do processo criativo. Barcelona, junho/2013. pensava na forma. Não somente a da silhueta medieval, mas com tantos estilos de iluminuras de épocas diferentes, tinha que eleger aquilo que mais se aproximava do que queria. Naquele momento sabia que queria sair da tendência do atual “estampado”, já tão utilizado.

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O aspecto naturalista dessas iluminuras com folhinhas, flores, árvores e animais, sugeriam um tipo de têxtil mesclado com detalhes em seda e organza, ambos aplicados sobre o tecido de base, liso, de preferência tonalizados dentro dos matizes de uma mesma cor. Então o estampado ali seria algo secundário e entraria como uma pequena parte do processo.

Idéias, moodboards, primeiros croquis, tecidos… momento de montar os elementos por cores e texturas e formas, em seguida imagens para a preparação do overview e por fim seu desenvolvimento e confecção.

 Em visita à família, no Rio, o que parecia férias, se converteu, entre outras coisas, em um ensaio de fotos com as primeiras peças da coleção.

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Dentro das expectativas, o desfile/expo num local natural e fresco seria o ideal e, sobretudo para o conceito da coleção, porém, sem fugir da idéia inicial: intimista e não menos importante em dimensão física. Mas ainda faltavam detalhes imprescindíveis para o look definitivo, entre eles, os acessórios. Alex De Haro, designer de joias catalão, que tem uma preciosa coleção, “Flor”, foi convidado a colaborar no desfile e participar da exposição. Surgiu a oportunidade de montar o evento num lugar especial situado nos jardins centenários do Hotel Rey Juan Carlos I, em Barcelona.

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 Abertura: 19hs Desfile: 20:30 (o que significa o entardecer de Barcelona, porque só anoitece depois das 21:30 da noite na primavera).

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A coleção que sugeria um apelo naturalista foi unificada pelo espaço do desfile, num deck que cruza a piscina, cercada pelos jardins. Após o desfile, a aproximação do público assistente do processo que o antecede, do fazer, apresentando um espaço decorado ao estilo atelier, de como foi desenvolvido. O termo slow fashion, aqui também foi adequado, como algo “contemplativo”, um olhar atento aos detalhes, para a moda produzida com tempo e cuidado, pensando não somente em ações comerciais, como também em algo que vai além do vestir.

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Criar, produzir, ver e testemunhar o processo criativo que resulta num desfile, nos leva à compreensão maior de um trabalho que tem o seu Mister, e porque não dizer, a sua arte.

Lorena Sender

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ZARA X SOSTENIBILIDAD

 

Cierta vez un amigo de Barcelona me preguntaba: “Si eres de la moda, cómo puedes estar metida con lo sostenible? Son dos cosas opuestas.” Le contesté que todo el discurso de lo sostenible, integrado a la moda, cada día más es algo muy importante, con tantas razones para reprochar la industria del fast fashion, sea por el hecho de una enorme polución por emisión de gases, o por el trabajo esclavo, en la mayor parte provientes de un modo de hacer moda avieso a su sentido real, original.

 Aunque el modo “fast fashion” conlleve demasiada efemeridad con cada vez más a menudo coleciones lleguen al mercado,  la verdad es que el efímero ya viene inscrito a la moda. y no parece permitir que una cosa tenga que ver con la otra. Entre las palabras más utilizadas, lujo y consumo son las que más salen. Nuestra memoria asociativa encuentra sinónimos, como por ejemplo, elegancia y belleza, pero aun nos cuesta asociarlo al desperdicio.

De repente vemos la quinta cadena más vendida del mundo, ZARA, apostar por moda sostenible, con la colección ‘Join Life‘, basada en tejidos como el algodón orgánico y la lana reciclada, protagonizada por la modelo rusa Sasha Pivovarova. Sí, de hecho es un buen comienzo y también puede tener un buen final, incluso con las cajas recicladas para enviar los pedidos. ‘Inditex Green to Wear +’, es el proyecto de #Zara con el que se pretende asegurar el buen uso del agua y las materias primas. Merece un aplauso. Queda saber si en este proyecto se incluye la pregunta: Quien hizo mi ropa? (En qué condiciones y bajo que coste?)

Después del derrumbe del Rana Plaza en Bangladesh, la gran tragedia de la industria de la moda, grupos se movilizaron por la defensa y los derechos de aquellos que están sometidos a la explotación y también de los consumidores de la moda.

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24/04/2014, Barcelona, España. Desfile en homenaje a las víctimas del accidente textil en Bangladesh, realizado por la Asociación de Moda Sostenible de Barcelona (MSBCN). Varios países/ciudades también realizaron el movimiento del Fashion Revolution,  #FashRev, cobrando ética y transparencia de la cadena productiva de la moda.

Para hacer una moda 100% sostenible,  hay que saber como es el tratamiento efectivo de las ropas, empezando por los trabajadores y los riesgos ambientales, desde la cosecha hasta la producción.  Sus condiciones, exposición a agentes químicos peligrosos, las condiciones de trabajo. Todavía quedamos con la cuestión: ética y transparencia. Fast fashion, estrategia minorista que vacía las tiendas (precios muy bajos en las ultimas tendencias…a costas de trabajo esclavo y contaminación) no cuadra con sostenibilidad.

Vivienne Westwood tiene una visión 100% sostenible, sin perder su vena de creadora, de diseñadora preocupada también por el estilo y la estética de su trabajo. “Comprar menos, elegir bien y hacer que dure” es su cita para el reto. Así que nos deja el viejo y buen consejo a los consumidores y a los creadores conscientes.

Lorena Sender

Enlaces relacionados:

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAgskAF/poluicao-industria-textil

http://fashionrevolution.org/

http://www.modasosteniblebcn.org/

https://proespacocult.wordpress.com/2015/04/02/diseno-sostenible-responsabilidad-social-consumo-inteligente/

TEATRO: Território do Jogo – tempo, metáfora e metonímia

 Poderá esta pequena rinha de galos abranger os vastos campos de França? (…) Oh, mil perdoes que uma figura curva representa milhoes em pouco espaço (…) Supri com o pensamento nossas imperfeiçoes. Cortai cada homem em mil partes, e assim, formai exércitos imaginários. Quando vos falarmos em cavalos pensai que à vista os tendes e que eles as altivas ferraduras na terra branda imprimem, pois sao vossos pensamentos que a nossos reis, agora hao de vestir, levando-os para todos os lados, dando saltos pelo tempo, concentrando numa hora do relógio fatos que demandaram muitos anos”(…) W. Shakespeare (Henry V – prologue) 

     Em homenagem ao Dia Internacional do Teatro (19/09), arte da qual sou parte, minha primeira “casa profissional”, resolvi republicar o artigo sobre um seminario que assisti em Barcelona, em 2014. Seguem algumas das minhas reflexoes como cenografa e figurinista. Bem-vindos!

………………………………………………………………………………

     Outro dia assisti a um seminário sobre a cenografia do espetáculo O Presidente, de Thomas Bernhard. A obra estreava no TNC (Teatro Nacional de Catalunya) aqui em Barcelona e o dito seminário era parte do Ciclo de conversaciones sobre diseño teatral da temporada 2014-2015. Durante a exposiçao de imagens do cenário, Paco Azorin falou um pouco de suas impressoes sobre o tema: “El teatre no ha estat mai realista” (o teatro nunca foi realista). Essa frase dá muito o que pensar, sobretudo refletir sobre linguagem a teatral como uma fonte inesgotável de imaginaçao, exercício de criaçao visual.

    Uma cenografia nao tem porque ser realista, na verdade nao é nada realista. O espaço teatral, que é o território do jogo, da metáfora e da metonímia, pode abrigar diversas leituras criando assim imagens que sao “idéias” do que se quer mostrar, fazendo o público entender sobretudo o processo “interno”, aquilo que está “dentro do jogo”. Num espaço metafórico, por exemplo, uma jarra de água pode “conter” um momento de tensao, pode ser o prenúncio de uma tempestade. O espaço metonímico pode antecipar uma açao criando uma imagem daquilo que sobrou da açao, o “resultado” daquela tensao. E o cenógrafo acrescenta: “Uma cadeira pode ser um trono, 4 cadeiras podem ser uma casa e cinquenta cadeiras todo um povoado, um reino, muitas pessoas. A metáfora e a metonímia como símbolos cenográficos” (…) “O território realista caberia ao cinema ou à televisao, em alguns casos”, tampoco todos os casos.”

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     Azorin faz referência ao prólogo da peça Henry V, de Shakespeare (epígrafe acima)…”Imaginemos que este cenário sao os campos de Inglaterra, que os sons sao os exércitos que estao marchando para cá…”

     O processo anterior à obra produzida, o trabalho de pesquisa que o cenógrafo, como um bom diretor de arte, projeta, requer nao somente imaginaçao e muito conhecimento técnico, mas “desconstruçao da açao”. Para que o conceito, já condicionalmente nao realista, resulte interessante, a idéia de “desconstruir” é condiçao sine qua non. Em toda “construçao” de cenografia reside a “dimensao de desconstruçao”. E reforça o cenógrafo: “Em realidade nao há que se “construir” nada, e sim “destruir” as barreiras que se interpoem entre espetáculo e público”. Antes de construir é necessário desmembrar. O jogo do espaço metafórico, metonímico fazem sua perfeita traduçao da cenografia, do universo cenográfico no imaginario teatral.

Lorena Sender

O Bom, o Feio e o Lindo – Rio 2016

Jogos Olímpicos de 2016. Do início ao fim, “contabilizando”, não foi ruim. Bonito, sim, “bacanudo”, como dizem os cariocas!

Paulinho da Viola, elegante em seu traje azul, plácido como sempre e acelerando corações. Os elásticos que criavam formas, caravelas, plantas, luzes em profusão, coral de crianças cantando belíssimamente, Gisele impecável…enfim, muitas coisas bonitas nesse espaço da emoção, nessas poucas horas de  orgulho da nação brasileira. Uma alegria que vem  do entusiasmo que contagia mesmo a quem está cansado de sofrer. Nessa profusão de emoções cabe o bom, o feio e o lindo. Tudo na mesma cidade. Mas fizemos bonito. Quem não fez, sabe o que fez. A Constituição de 1988 que o diga.

Resuminho:

– Gisele mandou lindo! Não tem para ninguém. Ponto.
– Temer foi vaiado (haha)
– O homenageado especial e a delegação dos refugiados (viva o Brasil acolhedor!)
– Paulinho da Viola, Caetano e Gil, sempre necessários!!
– O que era delegação de Belizze?! Uma belizzeeee aquela bandeira!!! rs
– Falando nisso, preciso visitar Talim!! rs
– Anita até que nem foi mico (fecha o pano rápido)
– O policial dizendo que não pode o ‪#‎foratemer‬ = ditadura, onda errada, cafonice 😦
– Dudu Paes não apareceu (por que será?)
– Cenografia de Daniela Thomas – sensacionais as caixas de sementes espelhadas, onde saíram plantas!
– Pela preservação ambiental sempre. Ponto forte!!
– Simpatia e emoção de Guga (tudo)
– Aquela sensação de estar assistindo ao Criança Esperança – graças aos Deuses – passou (foi só no início)
– Que os deuses do Olimpo permaneçam antes, durante e depois das olimpíadas pra cidade ter mais paz (pode deixar a delegação da Austrália também). Agradecida :p
– Fiquei pirada na pira olímpica com aquele sol girando (dos deuses mesmo)
– Emocionei, ri, chorei… (fato)

Conclusão: mais abertura, fora ditadura
‪#‎olympicgames‬ ‪#‎rio2016‬

Nossos pés valem ouro!

    Quase fechando mais um ano redondinho, e olha gente, fechei bonito! Tem gente até dizendo que quer ser igualzinha a mim qdo crescer! Rsrs
Poucas pendências, nada grave. E esse ano que foi, sobretudo, um 2015 de movimiento, de pés ágeis e coração atlético, me permito um “momento ego” para dizer que tiro o chapéu para mim!! rs
Sempre achei essa estória de retrospectiva a la Facebook meio cafona, parece que vc a toda hora tem que mostrar sua vida, expor-se de qualquer modo, como se a sua “presença virtual”, ou a sua opinião sobre algo não bastasse, ou até que a prórpia solidão fosse difícil suportar (já disse Baudelaire).
Vi a foto desses pés no perfil de uma amiga e me encantei. Esses pés tão leves são tão meus que não hesitei em compartilhar o meu desejo de que todos os meus amigos e familiares, do Brasil, da España e de outras partes do mundo sintam esses pés dourados também como seus em 2016! Que façam seus caminhos dourados, cheios de alegría e amor e que caminhem sem deixar o medo e as emoções negativas paralizarem suas vidas. Sejamos inteiros, dignos de felicidade até o infinito se for preciso, porque como diz a canção: Tão correto e tão bonito, o infinito é realmente um dos deuses mais lindos!
Tim-tim!!

Diseño sostenible / Responsabilidad social / Consumo inteligente

Los amantes de la moda son una especie con curiosidad y quieren actuar de manera responsable.

Están bien informados y apuestan por una forma más inteligente de consumir.

(La compra inteligente, escrito por Ana Carolina O. Dias, editorial Brasil com z, 2010.)

 

          En general, las informaciones sobre un producto, que llegan al consumidor  -interesado ​​en sus detalles -están relacionadas con el diseño. Pero más allá de éste y del precio asequible está el impacto ambiental. Si Anna Wintour, editora de Vogue americana, en una entrevista concedida al Wall Street Journal en 2009, dijo que los consumidores ya no compran igual y están empezando a invertir en ropas que tienen durabilidad, cabe imaginar lo que diría ahora. El consumidor inteligente no sólo quiere “consumir”, sino hacer una compra con una cierta visión de conjunto. Tal vez  los consumidores no estén especialmente preocupados en saber si una determinada marca invierte en bajas emisiones de carbono, si los tejidos utilizados en la ropa que adquieren proceden de fabricas que utilizan energía limpia para calentar sus máquinas… pero, en la mayoría de los casos, les va a gustar saberlo.

        Ecofriendly, recycling, upcycling… lo cierto es que también hay un “modismo” y algunas marcas, con el fin de vender más, estimulan el consumo desmedido, aprovechando la ecoadopción ya que las noticias de extinción, escasez de recursos, “hay falta de”, etc. se propagan de forma meteórica y es difícil no actualizarse. Una ropa de algodón gasta litros y litros de agua, por no hablar del daño en la posproducción a la tierra donde fue plantada. Pero la cuestión no sólo está en los recursos naturales, si no también en su modo de producción. Algodón orgánico, fibras de plátano o incluso fibra de piña (bautizada Piñatex) -usada recientemente para producir bolsos- todos ellos productos respetuosos con medio ambiente. En esta producción se incluye la moda ética en un sentido más amplio y va más allá de la bio-sostenibilidad.

           Esta toma de conciencia llegó a marcas y diseñadores, desde los más emergentes a los más famosos. Las gafas producidas por Gucci, con estructuras hechas de material reciclado de las pantallas de televisión, son un ejemplo. También Ermenegildo Zegna, Stella McCartney y Vivienne Westwood dedican este logro a sus creaciones. Vivienne, considerada como la principal responsable de la estética asociada con el punk y el new wave, llevó el Fashion Ethical Project a las pasarelas. Se incorporó al proyecto de la ONU que tiene el objetivo de cambiar el modelo productivo de la moda internacional, con el fin de empoderar a las mujeres, creando puestos de trabajo.

(Haga clic en la imagen para ver el vídeo)

vivienne westwood

           La iniciativa es para cultivar las habilidades de los artesanos que quieran aprender un oficio y sean justo-pagados por ello. Actualmente apoyan a 7.000 mujeres y entre sus socios se encuentran ciudades como Roma, Río de Janeiro y Tokio con una propuesta 100% ética y responsable con el medio ambiente. Una de las cosas que me llamó la atención fue el hecho de que el director de arte Vivienne dijo: “No estamos aquí para hacer caridad, estamos aquí para producir con mano de obra local.”

           Verdaderos hechos han sido explorados por diseñadores de todo el mundo que no producen ropa al estilo “moda rápida”, de mano de obra barata y materiales contaminantes, hace mucho. (Ejemplos de algunas marcas e instituciones al final de este artículo*). Pero el desastre de la moda en Bangladesh en 2011, que supuso el más grande y jamás conocido accidente textil, también ha conmocionado a aquellos diseñadores que se unieron a asociaciones y entidades de la moda y se decantaron por una acción más radical.* A cada año en varios países, prestan un homenaje a las víctimas del siniestro en la intención de educar el mundo acerca del consumo ético, llamando a la responsabilidad social con el uso de la frase ¿Quién hizo tu ropa? (“¿Who made your clothes?”) como lema. Es verdad que lo efímero es algo intrínseco a la moda, tiene mayor “sentido” cuando algo fuera de las “normas” se cae para luego entrar el nuevo y gana nuevos ciclos, nuevas formas. El problema es lo que genera este tipo de producción acelerada, caminando más rápido que la ética y produce una cantidad incalculable de residuos textiles – que incluso fue tema de exposición en Alemania (foto abajo) alertando sobre el impacto social, económico y social.


Piles of Mutilated Hosiery, Haryana, India

Foto en exhibición en Hamburgo (Tim Mitchell, Reciclado Ropa, 2005 © Tim Mitchell)

Todo este proceso es parte de la construcción de una especie de “cultura sostenible” y debería funcionar como un ejercicio para la imaginación con el fin de obtener ideas, soluciones – como la primera y bella imagen de este artículo (artesanos de Quenia que transformaron sandalias tiradas al mar en hermosos juguetes)- creando y produciendo, y también para aquellos que consumen moda o arte. Y aunque no sea necesario recordar que el concepto de belleza en la imaginación del diseñador, o los diversos conceptos a que se propone, debe estar presente en todo momento, como una condición sine qua non, la belleza al 100%, del início al final de la construcción de un producto, también. Una pregunta:

¿Vamos a seguir llenando nuestro armario con ropa procedente de mano de obra mal pagada y de materiales contaminantes?

… Y, por si fuera poco, otra pregunta:

¿Quién hizo tu ropa?

Lorena Sender

Design sustentável / Responsabilidade social / Consumo inteligente

Os amantes da moda são uma espécie curiosa e querem atuar de forma responsável.

São bem informados e apostam por uma forma mais inteligente de consumir.

(A Compra Inteligente, escrito por Ana Carolina de O. Dias, editorial Brazil com z, 2010.)

 

          Há informações que chegam ao consumidor – interessado nos pormenores de um produto – normalmente ligadas ao design. Mas além do design e do preço accessível está o impacto ambiental. Se Anna Wintour, editora da Vogue americana, 2009, em uma entrevista para o Wall Street Journal, disse que os consumidores já não compram da mesma forma e começam a apostar em roupas que tenham maior durabilidade, imaginem agora. O consumidor inteligente não quer apenas “consumir”, mas fazer uma compra com uma certa visão global. Talvez esse consumidor não queira saber exatamente se uma determinada marca investe em baixa produção de carbono, se os tecidos utilizados na roupa que ele adquire são oriundos de fábricas que utilizam a energia limpa para esquentar suas máquinas… mas, na maioria dos casos, vai gostar de saber.

          Eco friendly, recycling, upcycling… é certo que haja também um certo “modismo”, e algumas marcas, no intuito de vender mais e estimulando o consumo exagerado, tiram partido da “eco-adoção”, já que se alastram de forma meteórica as noticias sobre extinção, escassez de recursos, “há falta de”…e é difícil não ficar atualizado.  Uma roupa de algodão gasta litros e litros de agua, sem falar (em linhas gerais) no danos de pós produção à terra onde foi plantado. Mas a questão não é somente utilizar os recursos naturais, porém pensar na forma em como se produzem. O algodão orgânico, ou as fibras de bananeira e até a fibra do abacaxi (nominada Piñatex)  – recentemente utilizada na produção de bolsas –  todos productos ecologicamente corretos. Nessa produção se inclui a moda ética no sentido integral e vai além do bio-sustentável. 

          A concientização chegou a mobilizar marcas e estilistas, desde os mais emergentes aos mais famosos. Os óculos produzidos pela Gucci, com as estruturas feitas de material das telas de tv, são um exemplo disso. Também Ermenegildo Zegna , Stella McCartney e Vivienne Westwood dedicam esse feito às suas criações. Vivienne, considerada como principal responsável pela estética associada com o punk e o New Wave, levou o Fashion Ethical Project às passarelas. Integrou o projeto da ONU que objetiva mudar o modelo de produção da moda internacional, no intuito de capacitar as mulheres com a criação de postos de trabalho. A iniciativa de cultivar as habilidades de artesãs que queiram aprender um ofício e ser remuneradas para isso. Atualmente apoiam a 7.000 mulheres e entre seus socios se incluem a cidades como Roma, Rio de Janeiro e Tokio com uma proposta 100% ética e responsável com o meio-ambiente. Uma das coisas que mais me chamou atenção foi o fato do director de arte de Vivienne dizer: “Não estamos aqui para fazer caridade, estamos aqui para produzir com mão-de-obra local”.

(Clique na imagem e assista o vídeo)

vivienne westwood

          Verdadeiros feitos têm sido explorados por designers de todo o mundo, que não produzem roupa ao estilo “fast fashion”, de mão-de-obra barata e com materiais contaminantes, faz tempo. (exemplos de algumas marcas no final deste artigo*). Mas a catástrofe da moda em Bangladesh em 2011, que envolveu o maior acidente têxtil já conhecido, chocou também esses designers que unidos a associações e instituições de moda resolveram entrar com uma ação mais radical.* Anualmente, em varios países, se homenageiam as vítimas do sinistro de modo a conscientizar o mundo sobre o consumo ético, chamando à responsabilidade social, utilizando a frase Quem fez suas roupas? (“Who made your clothes?) como slogan. Está bem que o efêmero é próprio da moda, que ganha “sentido” quando algo que sai dos “padrões” é descartado e logo entra o novo e assim a moda ganha novos ciclos, novas formas.  O problema é o que

Piles of Mutilated Hosiery, Haryana, India

Foto em exibição em Hamburgo (Tim Mitchell, Clothing Recycled, 2005, © Tim Mitchell)

gera esse tipo acelerado de produção, que anda mais rápido que a ética e produz uma quantidade inenarrável de lixo textil – inclusive tema de exposição na Alemanha (foto acima), aletando sobre o impacto ambiental, econômico e social.

          Todo esse processo é parte da construção de uma espécie “cultura sustentável” e deve funcionar como um exercício para a imaginação, de modo a buscar idéias, soluções – a exemplo dos artesãos do Quênia, que transformaram as sandálias jogadas ao mar em lindos brinquedos (http://greensavers.sapo.pt/2013/06/17/chinelos-descartados-na-praia-tornam-se-brinquedos-no-quenia-com-fotos/) – de quem cria e produz, e também para quem consome moda ou arte. E ainda que não seja necessário lembrar que o conceito de beleza na imaginação do designer,  ou aos diversos conceitos a que se propõe, deve estar presente, a todo momento, como condição sine qua non, a “beleza” a 100%, do início ao fim da construção de un produto, também. Uma última questão:

Seguiremos enchendo nosso armário com roupa procedente de mão-de-obra mal remunerada, com materiais contaminantes ?

…e ainda, pra finalizar, uma outra pergunta:

Quem fez suas roupas?

Lorena Sender

*Links relacionados:

http://fashionrevolution.org/ , http://reviewslowlifestyle.com.br/,

http://www.modasosteniblebcn.org/http://www.coopa-roca.org.br/quem_somos.asp,

http://www.overmundo.com.br/agenda/costurando-ideais-comunidade-do-santa-marta-rj,

http://tanianeiva.com.br/2013/05/15/estilistas-pioneiros-na-moda-sustentavel-stella-mccartney/

para mais notícias:

http://ffw.com.br/noticias/moda/made-in-quenia-estilistas-apostam-em-producao-no-pais-africano/

 

 

 

 

El Arte cobra vida – la intersección de lenguajes

Ronda de noche, de Rembrandt, en el Rijksmuseum, encontrado en: http://amsterdam.ociogo.com/

          El cine ya había re-visitado El nacimiento de venus de Botticelli, a través de los ojos de Terry Gilliam en Las aventuras del barón Munchausen, o las lavanderas (Puente de Langlois con lavanderas), de V. Van Gogh en los Sueños de Akira Kurosawa. Son todos productos de la imaginación pictórica que narran, cuentan una historia, fabulan. Pero hoy he visto un post de una amiga en facebook, un vídeo que me inspiró y animó a escribir este artículo. Me encontré con un “vídeo-puesta en escena”, por así decirlo, de una obra de Rembrandt. Se trata de “La ronda de noche”, la famosa pintura creada entre 1640 y 1642. La idea para atraer visitantes al Rijksmuseum de Ámsterdam era la de llevar el arte a la gente y así vendrían a ver más arte en el museo.

          Mis pensamientos inmediatamente desembarcaron en 2000 / Uff (Universidade Federal Fluminense), cuando estudiaba el segundo año del máster en Ciencias del Arte y producía un artículo sobre la imaginación escénica y la fusión de los lenguajes.

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  Escena de la película: “Sueños”, de Akira Kurossa. Referencia a la obra de Van Gogh, “Puente de Langlois con lavanderas”. (click en la imagen para ver el vídeo)

 

         Durante el proceso de creación, las imágenes pueden tomar por asalto a un autor para crear su obra (un cuadro, un objeto, una imagen musical …). Las indicaciones de tiempo y lugar, que en algunos textos de la literatura dramática, indican las obras pictóricas, por ejemplo, se trasladan a la escena, como las películas Kurossawa y Gilliam. Artes del tiempo, en el caso de la poesía, la literatura y la música, y artes del espacio, lo que puede conducir a las artes visuales (la pintura, la escultura e incluso la arquitectura). Aquí en estas películas vemos una verdadera alquimia de lenguajes.

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 “El nacimiento de venus” en “Las Aventuras del Barón de Munchauseen” – referencia a la obra de Sandro Botticelli (click en la imagen para ver el vídeo)

 

¿Será imagen e imaginación escénica o imaginación pictórica e imagen escénica? Lo que sea, pensé. Ante todo, la imaginación creativa es emocional, flexible, no lineal. Es fluida.

  En el mundo imaginario del ensueño y realidad él se hace una plasticidad del hombre y su mundo sin tener necesidad de saber dónde está el principio de esta flexibilidad. (G. Bachelard)

 

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      Vídeo-escenificación de “Ronda de la noche”, de Rembrandt en centro comercial de Ámsterdam. (Click en la imagen para ver el vídeo)

 

 Rembrandt pintó una escena, narró una historiografía; el video mostró la pintura, habló de un personaje y recreó Rembrandt. , Para invitar al público a visitar el Rijksmuseum, el centro comercial de Amsterdam, que abrió de nuevo sus puertas el 13 de abril de 2013, dio lugar a la pintura traduciéndola a un mosaico de lenguajes. Ajena a las cuestiones que la televisión “inculca” y muchas veces incluso “maleduca”, mi atención se dirigía tan sólo al concepto propuesto … y cuánta riqueza y poder de “iluminar” y agudizar nuestra sensibilidad tiene el arte!

Lorena Sender

TEATRO: Território do Jogo – tempo, metáfora e metonímia

 Poderá esta pequena rinha de galos abranger os vastos campos de França? (…) Oh, mil perdoes que uma figura curva representa milhoes em pouco espaço (…) Supri com o pensamento nossas imperfeiçoes. Cortai cada homem em mil partes, e assim, formai exércitos imaginários. Quando vos falarmos em cavalos pensai que à vista os tendes e que eles as altivas ferraduras na terra branda imprimem, pois sao vossos pensamentos que a nossos reis, agora hao de vestir, levando-os para todos os lados, dando saltos pelo tempo, concentrando numa hora do relógio fatos que demandaram muitos anos”(…) W. Shakespeare (Henry V – prologue) 

     Depois de tantas pendências, deixando pela metade a leitura de “Gente Tóxica” – excelente, diga-se, de Bernardo Stamateas, já tendo iniciado também “Inteligência Comercial”, do publicitário Luis Bassat, fazendo as malas para a viagem ao Rio e ajustando o novo layuot da web, por fim, volto a escrever. Ainda que tenha lucidez para compreender que nao sou tao boa escritora como Renoir era tao bom pintor, por exemplo, sigo aqui…insistentemente: adoro contar “causos”.

     Outro dia assisti a um seminário sobre a cenografia do espetáculo O Presidente, de Thomas Bernhard. A obra estreava no TNC (Teatro Nacional de Catalunya) aqui em Barcelona e o dito seminário era parte do Ciclo de conversaciones sobre diseño teatral da temporada 2014-2015. Durante a exposiçao de imagens do cenário, Paco Azorin falou um pouco de suas impressoes sobre o tema: “El teatre no ha estat mai realista” (o teatro nunca foi realista). Essa frase dá muito o que pensar, sobretudo refletir sobre linguagem a teatral como uma fonte inesgotável de imaginaçao, exercício de criaçao visual.

    Uma cenografia nao tem porque ser realista, na verdade nao é nada realista. O espaço teatral, que é o território do jogo, da metáfora e da metonímia, pode abrigar diversas leituras criando assim imagens que sao “idéias” do que se quer mostrar, fazendo o público entender sobretudo o processo “interno”, aquilo que está “dentro do jogo”. Num espaço metafórico, por exemplo, uma jarra de água pode “conter” um momento de tensao, pode ser o prenúncio de uma tempestade. O espaço metonímico pode antecipar uma açao criando uma imagem daquilo que sobrou da açao, o “resultado” daquela tensao. E o cenógrafo acrescenta: “Uma cadeira pode ser um trono, 4 cadeiras podem ser uma casa e cinquenta cadeiras todo um povoado, um reino, muitas pessoas. A metáfora e a metonímia como símbolos cenográficos” (…) “O território realista caberia ao cinema ou à televisao, em alguns casos”, tampoco todos os casos.”

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     Azorin faz referência ao prólogo da peça Henry V, de Shakespeare (epígrafe acima)…”Imaginemos que este cenário sao os campos de Inglaterra, que os sons sao os exércitos que estao marchando para cá…”

     O processo anterior à obra produzida, o trabalho de pesquisa que o cenógrafo, como um bom diretor de arte, projeta, requer nao somente imaginaçao e muito conhecimento técnico, mas “desconstruçao da açao”. Para que o conceito, já condicionalmente nao realista, resulte interessante, a idéia de “desconstruir” é condiçao sine qua non. Em toda “construçao” de cenografia reside a “dimensao de desconstruçao”. E reforça o cenógrafo: “Em realidade nao há que se “construir” nada, e sim “destruir” as barreiras que se interpoem entre espetáculo e público”. Antes de construir é necessário desmembrar. O jogo do espaço metafórico, metonímico fazem sua perfeita traduçao da cenografia, do universo cenográfico no imaginario teatral.

Lorena Sender

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